segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

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      É engraçado como o ser humano adquire valores específicos para as tantas redes sociais criadas. Por exemplo, na época do orkut, o fato do orkuteiro ter muito amigos era sinônimo de popularidade e de inveja. Outro fator é o usuário ter muitos scraps (as vezes as pessoas mandavam recados umas pras outras apenas para colecionar estes no scrapbook e pediam a mesma quantidade em troca). No twitter não seria diferente. Você reconhece se o twitteiro é popular pela sua quantidade de seguidores ou pelas suas listas. É cômico o fato de que essas pessoas que têm uma quantidade imensa se seguidores são as que mais digitam frases construtivas do tipo: '' AH! Acabei de acordar.'' (ok, e?) Facebook ! Foi um BOOM! Todos deixaram o orkut de lado e criaram suas contas na nova rede social. Neste momento era criado um próprio preconceito por quem ''ainda'' tinha orkut. Literalmente uma descriminação rede socialista (se pudermos dizer assim). Os valores? No facebook é assim, você não escreve no scrapbook; você escreve mo mural do seu amigo. Você não precisa mais digitar que ''gostou de algo''; você apenas ''curte'' (o que, particularmente, acho isso sensacional, pois evita esse blá-blá-blá todo), porém não curta o que você posta no seu mural, por favor. Você tem poucas pessoas no facebok? Parabéns! Você é um cult que não se prende a rede sociais, nem é nenhum viciado em internet (será?).
      Agora foi lançada uma guerra entre as redes sociais. O orkut criou a opção ''gostei'' no seu layout, o que não deixa de ser uma apelação para os seus (mínimos) usuários.

      O que me deixa mais reflexiva, é o fato de que o ser humano se torna algo extremamente descartável, que, simplesmente, se molda a peculiaridades criadas pelos próprios. Claro que existe aquela ''nata'', que arbitra no que é pertinente e no que não é, mas nessa época cybernética, criar um ''estilo'' é fácil. Fato é que você estar comendo ou escovando os dentes interessa a, pelo menos, 1/100.000 da população do mundo.

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